Aramà lança seu segundo álbum

A cantora e compositora italiana Aramà lançou seu segundo álbum, “As Luas de Wesak”. Trazendo uma grande mistura de ritmos e línguas, o disco traz apenas um único tema ligando as músicas: a feminilidade. O álbum já está disponível nas plataformas digitais.

O próprio termo diversidade carrega em sua semântica o propósito do trabalho. É um substantivo feminino que caracteriza tudo o que é múltiplo. Melhor definição do conceito artístico de Aramà não existe. Ela é italiana em nascimento mas uma cidadã do mundo por opção. Fala e canta em português, inglês, africâner, espanhol fluentes e mescla seus textos a sonoridades que, igualmente, desprezam quaisquer fronteiras. As letras são o fio condutor de tal diversidade, ao misturar influências distintas sonoras sob um tema único, a feminilidade.

O álbum abre com um delicado solo de piano enquanto Aramà canta ao longe, em uma atmosfera um tanto mistica. Em seguida, ela começa a dançante “Ibeji”, com uma pegada caribenha, em que canta ao lado de um coro de mulheres. A música teve inspiração de encontro mágico que a cantora teve com a falecida avó, quando ela via também dois gêmeos, em rosa e azul, e a nonna a confortava dizendo que eram protetores.

Aramà
Foto: Divulgação

Em “As Luas de Wesak”, faixa que dá título ao álbum, a artista traz atabaques, ritmos caribenhos e uma parceria com Slim Rimografia. O rapper insere elementos de hip hop ao caldeirão.

Aramà canta em português, inglês, italiano, espanhol e africâner

“Lion’s heart” vem em inglês com trecho em africâner. A faixa passeia por synth pop e desagua em percussão africana sob produção do DJ Mista Luba e Décio 7. Com Rafael Mike, Aramà divide vocal em “Sambar in Love”. Ela canta em italiano, português, espanhol sobre um kick eletrônico e métrica hip hop nos trechos de Mike. A produção é também de Boss in Drama.

“Nipples” (mamilos) é explicitamente um manifesto do poder feminino. Um pop de pista meio reggaeton na produção de Boss in Drama. Logo pula para a mais que brasileira “Pizza com Guaraná”, que na verdade abre parecendo um jazz em baixo, bateria e piano. Até que um pop funkeado toma conta do som. Essa é mais uma colaboração com Boss in
Drama.

“Rainha”, escrita com Eduardo Brechó, também divide a produção com Renato Parmi. A faixa enaltece em mix de eletrônico, samba e sonoridade tropical o respeito que o homem deve às mulheres. Nas palavras de Aramà, “é preciso ser um homem forte para estar ao lado e igualar a força natural feminina”. E o disco fecha com “Thirteen”, produzido por Dj Cia. Essa é um synth pop moderno sobre mulher que se apaixona por pessoa mais nova e a força feminina para dizer não a certas situações. São sonhos, experiências, mensagens e influências de vida da artista italiana. “O princípio é o de quebrar a fronteira da sonoridade”, diz Aramà.