Charlie Brown Jr. se apresenta no Rock in Rio

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No último sábado (28), a Rock District recebeu um dos shows mais emocionantes do Rock in Rio. O Charlie Brown Jr. voltou a se apresentar depois de mais de cinco anos. O grupo havia se desfeito em 2013, após as mortes do vocalista Chorão e de seu substituto, Champignon.

Nessa nova fase, o Charlie Brown Jr. é formado por Marcão Britto (guitarra e vocais), Heitor Gomes (baixo), Pinguim Ruas (bateria) e Panda (Voz).

O vocalista Panda falou com Daniel Outlander e Mari Barcelos sobre cantar com o Charlie Brown, a sua banda La Raza e sobre a situação do rock nacional.

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Deve ter sido muita emoção tocar com essa banda incrível nesse espaço que reune muitos nichos musicais diferentes. Como foi pra você subir ao palco?

Foi uma puta duma alegria. Primeiro pelo festival, segundo pela banda. E ter a oportunidade de tocar hoje, ainda mais considerando que o Charlie Brown Jr. nunca teve a oportunidade de tocar aqui. Então foi uma junção de fatores que transformaram esse show tão especial do jeito que foi. Fora o fator do público que tava todo mundo na pegada. Uma troca de energia muito intensa. Mas eu sou suspeito porque sou fã.

E tá chegando agora e ter essa oportunidade de tocar com meus ídolos pra representar um cara que, pô, pra mim é intocável. As pessoas falam: “Como é que é substituir Chorão”? Não, não tem substituição. Ele é insubstituível, ele é único, é o nosso mestre, nosso professor. A gente só tá aqui pra interpretar a história viva.

Agora não tem vocalista fixo no Charlie Brown Jr. Como é que foi o convite para fazer o show?

Então, eu tô em todos os shows. Em 2016, teve um show do aniversário de uma rádio de São Paulo e tiveram vários vocalistas da nova cena atual. E a minha banda, o La Raza, tocou com os caras [do Charlie Brown Jr.] e aí os caras gostaram. E a gente mantem contato. O Marcão e outros músicos que participaram daquele show sempre fazem lives tocando Charlie Brown. E aí me ligaram e a gente foi mantendo contato.

E aí no final do ano passado eles me ligaram falando: “Vai ter a tour, o aniversário de São Paulo. Tá a fim de fazer um teste?”. E tamo aí, vamo. Aí eu cantei seis músicas. Ninguém tacou tomate, ninguém tacou garrafa, aí ficou. Tô com os caras agora.

E vocês pretendem fazer algum projeto novo daqui pra frente?

Não. Não há nenhuma intenção de lançar material novo. Talvez material inédito do Chorão com o Champignon. Mas nenhuma intenção de lançar material novo comigo no vocal ou com os meninos.

A intenção é igual o Dado e o Bonfá com o Legião: manter o legado vivo, fazer show de homenagem e fazer essa vibe de festa. Sempre focado em Chorão e Champignon.

E você como fã da banda. Que música não pode faltar no show?

Pô, “Não Deixe o Mar te Engolir”. Essa música pra mim é muito representativa. Tem muito a ver com o momento que eu tô vivendo com os caras de ter que saber esperar, tem que chegar sua vez. E é o que tá acontecendo. Trabalhei muito, me dediquei muito. Soube esperar. E a vez chegou.

E como tá o La Raza? Você deu uma parada?

Não, a gente continua. O primeiro semestre deu um breakzinho porque a gente tava ensaiando muito. Eram muitos shows grandes: o aniversário de São Paulo com 50.000 pessoas. A gente tocou com o Tony Hawk. Em Brasília também. Então a gente tava ensaiando muito, tava tomando muito tempo.

Mas o La Raza continua. No segundo semestre agora a gente vai lançar música nova. Tem que seguir, né? A gente ama fazer música, não consegue ficar sem fazer música.

Tem alguém que te inspire da cena do rock que esteja aqui?

Cara, hoje (28) foi um dia muito especial para o rock nacional. Muitas bandas de amigos tocando hoje. No Palco Supernova tem o Bullet Bane, o Ponto Nulo no Céu, uma banda de camaradas. No Sunset, o Ego Kill Talent, Pavilhão, Detonautas, também são banda de brothers.

O CPM é um irmãozão. O Badauí cantou uma música do La Raza. O Raimundos é uma banda que abriu muitas oportunidades pro La Raza também. Já abrimos muitos shows pro Raimundos. É uma puta alegria.

Gosto muito do Weezer, primeira vez que eu tô vendo. Foo Fighters é a quarta vez, não canso de ver. E o Whitesnake, tá um puta show! Coverdale é sinistraço.

E você comentou lá no show que o rock nacional tá morrendo.

É, cara. As grandes mídias querem ignorar. Parecem que não querem ver. Mas o rock tá vivo. Tem banda boa pra caramba circulando no Brasil. Existe um circuito que poderia ser muito mais valorizado pras grandes mídias, pras marcas. Tem público, sim! Tem espaço, sim! É só a galera virar um pouco o foco do holofote.

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