Zélia Duncan e Ana Costa lançam “Eu sou Mulher, Eu Sou Feliz”

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Cantoras de vários estilos e gerações, celebrando a condição de ser mulher, com todas as implicações, perigos e prazeres envolvidos. Assim é o projeto musical que nasceu de uma ideia de Zélia Duncan. A ideia ganhou forma nas vozes de um grupo de artistas, convidadas para gravar 16 músicas inéditas, compostas por Zélia e Ana Costa. As duas parceiras assinam ainda a direção artística de “Eu Sou Mulher, Eu Sou Feliz”. O trabalho conta ainda com direção musical, arranjos e produção musical de Bia Paes Leme. O álbum chega hoje às plataformas digitais e lojas físicas, via Biscoito Fino.

A convite de Zélia Duncan e Ana Costa, Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista, a filósofa e escritora Marcia Tiburi e a escritora Vilma da Piedade, ativista e feminista, escreveram algumas linhas para o projeto.

Eliane Brum

Um levante irrompe nos Brasis. As periferias reivindicam o lugar de centro, porque centro é o que são. Nas favelas, nos quilombos, nas Amazônias, nos rios, nos sertões essa insurreição é liderada por mulheres. Indígenas, negras, a maioria. Ás vezes brancas. Adivinham com suas bucetas, percebem no calor que arrepia os mamilos a Terra violada que ferva a calcinha. Lutam pelo planeta. Não constroem. Construir é verbo masculino, e por séculos os homens construíram ruínas. As mulheres tecem. Na catástrofe, lembrando de rir. São alegres por desaforo. Composto no feminino, esse disco é riso desaforado. Escutem, porque está vindo.

Marcia Tiburi

“Eu sou Mulher, eu sou Feliz”, que frase ousada essa que dá título ao álbum-manifesto de Ana Costa e Zélia Duncan e suas convidadas. Que obra ousada, sim, pois a vida de mulheres é marcada pelas múltiplas formas de infelicidade às quais muitos esperam que elas se acostumem. Sofrimento, culpa violências de diversos tipos tantas vezes acumuladas, quem há de duvidar? Mas arte é alquimia e essa obra é ouro, especial raio de luz, respiro, amor para descansar da loucura. Canções como mantras, orações, chaves para novos encantamentos, porque arte é gratidão e nós a sentimos agora nessa escuta que nos lança de vez nas potências libertadoras da alegria. Com amor.

Vilma Piedade

Ana costa e Zélia Duncan reuniram, juntaram, aquilombaram a mulherada nessa magnífica obra, intitulada “Eu sou Mulher, eu sou Feliz”. Mulher com M maiúsculo, com empoderamento. Afinal, ser Mulher e ainda ser Feliz é uma conquista diária. Ser Mulher é o que somos todas nós que temos a força de transformar nossas dores em potência. No Canto. Na Voz. Na Vida. Cantadas em prosa e verso, já somos Mulheres de Verdade. Sina. Destino. Mas a Vida nos quer Dandaras. De todos os Tons, Raças. Idades. Cores. Somos Água. Terra. Sol. Lua. Somos o Sim e o Não. Eu sou feliz, eu sou mulher que chora como se fosse cantar e canta como se fosse chorar.

“Eu sou Mulher, Eu Sou Feliz”, por Ana Costa

A primeira música a ser feita foi Uma Mulher (gravada no álbum pela Alcione) e quando a fizemos, ficamos impactadas muito positivamente com o resultado, a ponto da Zélia me dizer: “Amei nossa música, Ana, vamos fazer mais?” Zélia já estava, naquele momento, muito envolvida nas questões do mundo feminino e nessa levada fomos fazendo, uma a uma, cada qual com o seu enfoque sobre a questão social e o comportamental do mundo. Fizemos 10 e continuamos, entramos num processo muito interessante de descobrir que não precisávamos compor apenas sambas. Outras levadas foram incorporadas e isso ampliou o nosso leque de convidadas. Fora isso, quanto mais falávamos, mais queríamos falar. Zélia através da poesia, eu através das melodias e suas nuances.

Nesse processo ganhamos força como parceiras, nossos laços se concretizaram durante o processo de pré-produção, junto com a Bia Paes Leme, que sem dúvida foi uma força muito importante pra que tudo isso acontecesse. Ela deu o colorido, vestiu as canções para que as intérpretes pudessem brilhar. Bia é a terceira força nesse projeto.

” Eu sou Mulher, Eu Sou Feliz”, é uma viagem emocionada e forte, cheia de certezas de que “estamos sãs e fortes!”

Eu sou Mulher, Eu Sou Feliz”, por Zélia Duncan

Minha vida mudou quando comecei a me conscientizar a respeito da minha condição de mulher, em todas as suas implicações, em todos os perigos e percepções que essa condição significa. A ideia de sororidade me encanta. Sabes que temos umas às outras me alivia. Fazer essas canções com Ana Costa foi catarse, grito, gozo feminino, múltiplo, a cada nova melodia surpreendente que me chegava pelo telefone. Ver as partituras transcritas por Bia Paes Leme, nota por nota, foi nossa primeira legitimação. Receber nossas colegas no estúdio foi nirvana, uma emoção nova, que nem sei explicar.

O projeto é vontade de ser antídoto pra todo machismo tóxico, toda violência misógina cotidiana, todo gesto absurdo e naturalizado de agressão contra a mulher. E claro, um tanto de festa, porque amamos ver o mundo com nossos olhos, porque alegria é sempre poderosa arma contra qualquer ódio. Aqui está um pedaço da nossa força, traduzida em música, palavra e amor.

Eu Sou Mulher, Eu Sou Feliz
Foto: Divulgação

Repertório de “Eu Sou Mulher, Eu Sou Feliz”

1-ABERTURA – Declamação: Gênesis e Letícia Brito

2-UMA MULHER: Alcione

3- SOU A LUA DO SERTÃO: Elba Ramalho

4- EU SOU MULHER, EU SOU FELIZ: Simone

5- LIDA DO AMOR:  Leila Pinheiro

6- SAIAS E COR: Isabella Taviani

7- DEIXA COMIGO: Joyce Moreno

8- SOU NASCENTE: Daniela Mercury e Lan Lan

9- BRILHAM AO ESCURECER: Áurea Martins

10- O MILAGRE: Fabiana Cozza

11- SABEMOS VER: Cida Moreira

12- ENTRE OLHOS: Lucina / Júlia Vargas

13- ANTES SÓ: Mart’nália e Maíra Freitas

14- VOLTEI PRA MIM: Fernanda Takai e Nath Rodrigues

15- NÃO É NÃO: Teresa Cristina

16- NASCER MULHER: Mônica Salmaso

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