O Letterboxd, o “diário dos cinéfilos”, está no centro de uma disputa acirrada. A rede social está prestes a ser vendida por um valor estimado em US 300 milhões. Se o número parece alto, o voluation é ainda mais agressivo: o valor equivale a 20 vezes o faturamente projetado para 2026, que gira em torno de US 15 milhões.
Por que tanto interesse?
Se você ainda não frequenta, o Letterboxd é o “LinkedIn do cinema”. O usuário registra o que assistiu, dá notas e compartilha resenhas. Mas o que brilha aos olhos dos compradores é a comunidade: a base de usuários saltou de 1,8 milhão em 2020 para impressionantes 30 milhões hoje.
Essa base fiel é um ativo valioso, e a empresa já diversificou sua receita com:
- Planos de assinatura (modelo premium);
- Locação digital de filmes (raridades e lançamentos);
- Publicidade direcionada ao público de cinema.
A fila de pretendentes
Gigantes como Sony Pictures, o The New York Times e o estúdio queridinho do momento, A24, já mostraram interesse. Mas há um sinal de alerta no roteiro dessa negociação: a independência da plataforma.
Se um grande estúdio comprar o Letterboxd, o conflito de interesses é inevitável.
Como o usuário confiará na nota de um filme se a rede social for propriedade da própria produtora que o lançou?
Esse é o maior desafio para manter a credibilidade da marca após a aquisição.
Quem sai ganhando?
Atualmente, o controle está dividido entre uma holding canadense (que adquiriu 60% da empresa por US$ 60 milhões em 2023) e os fundadores, que detêm os 40% restantes. Em apenas três anos, o valor do negócio parece ter multiplicado de forma astronômica.
Resta saber se o comprador pagará esse preço para ter o dado e a influência sobre a audiência mais qualificada do mundo do entretenimento, ou se a imparcialidade do Letterboxd será o seu “corte final” no processo.
Fique por dentro das movimentações que sacodem o mercado global aqui na coluna Universo Empresarial.


