Ator britânico, que mora no Brasil desde 2009, fala do cientista Mark, dos bastidores e da inspiração para viver o personagem da série do Globoplay, além de novos trabalhos no audiovisual, como ‘’The Fox Sisters’, longa do mesmo diretor de ‘Nosso lar’, em cartaz nos cinemas brasileiros, onde vive um fervoroso apoiador das irmãs Fox, responsáveis por dar início ao movimento espírita nos Estados Unidos
O ator Geoffrey Russell está de volta a ação interpretando o cientista Mark na segunda temporada da série ‘Vermelho Sangue’, no ar no Globoplay. Na história, Mark, que inicialmente se apresenta como aliado de Carol, personagem de Heloísa Jorge, com o objetivo de encontrar uma cura para o gene de lobisomem, revela que está conspirando com Otto, interpretado por Rodrigo Lombardi, e a VPTech para usar esse gene em favor dos vampiros.
“É sempre um sonho trabalhar na Globo cercado por profissionais tão talentosos. Nessa nova temporada temos muitos personagens que se transformam em lobisomem ou vampiro, e é um tipo de história que gosto demais. Nesse momento a trama traz, além dos rostos já conhecidos, muitos novos personagens e muita ação. Acredito que todos vão gostar”, diz Geoffrey, animado com as expectativas para a estreia junto ao público e a trama de ‘Vermelho Sangue’.
Russell, que é britânico nascido em Surrey, no Reino Unido, se inspirou em cientistas como Brian Cox, conhecido por explicar ciência de forma acessível, para construir seu personagem, buscando tornar o discurso técnico acessível e interessante. Além de Rodrigo Lombardi e Heloísa Jorge, o ator contracena também com Letícia Vieira, Lucas Leto, Pedro Alves e Milhem Cortaz, com esse último faz uma cena de luta que ele destaca.
“Tem uma cena em que Letícia entrou com lentes de contato enormes de lobo e eu pensei: isso vai ser incrível! Pratiquei muito karatê na adolescência e, depois, combate cênico na escola de teatro, então foi ótimo trabalhar com a equipe de coordenação de dublês e ter um dublê, que foi necessário para a cena junto ao Milhem. Foi muito legal”.
Sendo um amante do gênero terror e fantasia, Geoffrey se mostra entusiasmado com a oportunidade de integrar histórias que exploram as tensões psíquicas da imortalidade. “Há algo fascinante em ser eterno e no que isso traz psicologicamente. Acredito que muitas pessoas já sonharam em ser vampiros quando eram jovens”, comenta.
Além da trama sobrenatural, o ator pode ser visto em outra produção que é sucesso do catálogo do Globoplay. Em ‘Rio Connection’ ele vive um agente do governo norte americano.
“Interpretei esse “desmiolado” agente chamado Seymour L. Grayson, que tentava impedir o tráfico de heroína pelo Rio de Janeiro nos anos 1970, junto com os colegas norte-americanos Amanda Singleton (Arye Campos) e Agente Peter Walsh (Brian Townes). Foi baseado em uma história real e é muito interessante ver a frustração desses agentes de trabalhar em um país diferente, mas ter que seguir leis diferentes e às autoridades superiores no comando, que afetam o curso da justiça. Gravamos durante a pandemia, então todos tivemos que ter cuidado e as filmagens foram adiadas por semanas, também devido à quantidade incomum de chuva que tivemos naquele ano. Foi muito divertido filmar em carros e ternos vintage e fiz algumas amizades para a vida toda”.
Além das séries, o ator de 50 anos, também está em ‘The Fox Sisters’, filme dirigido por Wagner de Assis, da franquia “Nosso Lar”, que foi rodado entre Brasil e Estados Unidos, e que está em cartaz nos cinemas brasileiros. A produção traz a história real do início do movimento espírita nos Estados Unidos. “Vivo Elias Capron, um fervoroso apoiador das irmãs Fox, ele é um crente veemente e patrono das irmãs. Foi realmente desafiador usar ternos de lã em frente a uma fogueira acesa durante um verão carioca. Gosto de trabalhar com sotaques, mas esse foi particularmente interessante, pois é de quase 200 anos atrás e meu personagem era de Boston — espero ter conseguido fazer jus a isso e capturar todos esses elementos. Tinha cenas de várias décadas, então minha barba, que era enorme na época, ficava cada vez mais grisalha com a ajuda da incrível equipe de cabelo e maquiagem. É bom interpretar alguém que tem tanta convicção no que acredita e que queria proteger as irmãs”.
Ainda sobre projetos futuros, ele está no elenco de “Viver de Vento”, filme sobre a vida do velejador Lars Grael, na trama Geoffrey assume o papel de um jornalista australiano “Eu interpreto um jornalista australiano entusiasmado tentando criar uma conexão com a equipe brasileira de vela, mas acaba ficando muito estranho e desconfortável. Foi uma cena longa, mas importante, pois aborda o preconceito contra atletas com necessidades especiais e os obstáculos e desafios que eles enfrentam.”
Russell, que se mudou para o Brasil em 2009 e vive no Rio atualmente, destaca entre seus trabalhos mais marcantes, o filme ‘A Viagem de Pedro’, protagonizado por Cauã Reymond, de 2022.
“Foi um privilégio passar 5 dias no Cisne Branco (navio-escola da Marinha do Brasil — construído para velocidade, não para conforto) navegando de Salvador para Niterói. Trabalhei principalmente com o ator Francis McGee no longa e amei cada minuto. Apesar de falar espanhol, Francis precisava de ajuda no Brasil, pois não fala português, então acabei me tornando uma espécie de tradutor/guia dele, o que foi um prazer absoluto. Foi um filme produzido e dirigido por Laís Bodanzky, que tem um talento natural para ver coisas que outras pessoas não veem”.
Ele ainda fala um pouco sobre os desafios de ser ator morando em um outro país.
“Atualmente moro no Rio, mas a vida de um ator internacional pode te levar para qualquer lugar! Estou em conversas com pessoas sobre projetos aqui no Brasil, mas tenho em vista voltar ao Reino Unido e até a Ásia. Adoro trabalhar internacionalmente e ficaria muito feliz se trabalhos futuros me levassem para mais lugares ao redor do mundo, mas sempre com um pé no Brasil”, completa.
Instagram oficial https://www.instagram.com/geoffreylrussell/












