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“The Searcher”: Rodrigo Cerveira mergulha no rock visceral em seu segundo álbum solo

LANÇAMENTOS

Com guitarras “nervosas”, parcerias de peso como Andreas Kisser e um olhar crítico sobre questões sociais, o cantor consolida sua identidade em um trabalho de tirar o fôlego.

Se o seu DNA musical se divide entre o classic rock, o pós-punk dos anos 80 e a crueza do grunge, o novo álbum de Rodrigo Cerveira já tem lugar cativo na sua playlist. The Searcher, segundo disco solo do cantor e compositor, chega para consolidar um momento de intensa evolução criativa, provando que o artista está mais seguro (e mais “elétrico”) do que nunca.

Uma busca em forma de música

Como o próprio título sugere, o álbum é sobre a busca. Mas não aquela busca abstrata, de quem espera algo cair do céu: é a busca de quem entende que, para evoluir, é preciso deixar o passado para trás e seguir o caminho, mesmo quando a rota não está clara.

Produzido por Val Santos (Viper, Toy Shop), o disco apresenta um Rodrigo Cerveira mais direto e intenso. As guitarras aqui são protagonistas, carregadas de uma energia que bebe na fonte do punk e do pós-punk, mas que não abrem mão da melodia refinada. É um equilíbrio raro entre peso e emoção.

Destaques de uma jornada intensa

O álbum é uma montanha-russa de atmosferas, com momentos que merecem atenção especial:

  • Consciência Social: Em “Animals”, Cerveira não apenas canta, ele denuncia. A faixa aborda a violência contra a mulher com um olhar crítico e visceral, ganhando um solo avassalador de Andreas Kisser (Sepultura). Vale notar: os direitos autorais desta faixa são destinados a ONGs que atuam no combate à violência doméstica.
  • Homenagem a um ídolo: A releitura de “Say Hello 2 Heaven” (Temple of the Dog) é uma das interpretações vocais mais desafiadoras e sentidas da carreira do artista, servindo como uma reverência direta a Chris Cornell.
  • Experimentos e Dualidade: Enquanto “Rolling Dice” flerta com o experimentalismo e vocais graves ao estilo Leonard Cohen; com um solo sensível de Hugo Mariutti (Shaman), a faixa de encerramento, “Brown Eyed Star”, traz a luz necessária para fechar o disco, refletindo sobre a dualidade entre luz e sombra que habita todos nós.

A nova fase ao vivo

O lançamento de The Searcher também marca o início de uma nova fase nos palcos. Cerveira agora se apresenta acompanhado de um time de peso: Claudio Leal (guitarra), Daniel Botelho (baixo) e Fred Zara (bateria). A banda foi desenhada para traduzir a intensidade do álbum para o ao vivo, garantindo que a força das guitarras “nervosas” chegue intacta aos ouvidos do público.

Dica do Universo Artístico: The Searcher é um álbum para ser ouvido com atenção. Rodrigo Cerveira prova que o rock brasileiro segue vivo, urgente e capaz de abraçar temas profundos sem perder a pegada. Se você gosta de artistas que não se limitam a um único estilo, mergulhando de cabeça em power ballads, hard rock e momentos acústicos, este disco é a sua próxima descoberta obrigatória.


Fique por dentro das novidades da cena rock nacional e dos álbuns que estão dando o que falar aqui na nossa coluna Variedades.

Ouça agora:

https://distrokid.com/hyperfollow/rodrigocerveira/the-searcher-2

Crédito capa: Vic Garcioli
Crédito: Paola Petti Cerveira

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