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Bruna Foss mergulha na trilíngue “Estrangeira”: Um EP sobre os ciclos do amor e a busca por pertencimento

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A cantora curitibana estreia seu primeiro projeto autoral unindo MPB, pop italiano e indie rock em uma narrativa sobre romances interculturais e a vida longe de casa.

Para a cantora e compositora Bruna Foss, o amor não tem fronteiras; e, aparentemente, nem idioma. Seu EP de estreia, Estrangeira, acaba de chegar às plataformas digitais trazendo um conceito ambicioso: uma jornada de sete faixas que transita entre o português, o inglês e o italiano para narrar o início, o ápice e o desenlace de um relacionamento intercultural.

O “caos” como matéria-prima

O projeto nasceu das vivências de Bruna enquanto estudava nos Estados Unidos e morava em Milão, na Itália. O título, que remete ao termo latino extraneus (“o que é de fora”), nomeia tanto a parceira estrangeira por quem a artista se apaixonou, quanto a sensação da própria Bruna vivendo longe do Brasil.

“Nunca senti que pertencia a um só lugar. Preciso de mudanças e de um certo caos para me sentir viva. Isso também reflete em como eu me relaciono”, confessa a curitibana.

Essa busca por identidade atravessa o EP, transformando-o em um diário de bordo sobre o que permanece em nós após uma despedida.

Uma “salada” sonora global

Com produção musical de Eduardo Rozeira (A Banda Mais Bonita da Cidade), o projeto conta com um time de elite da nova cena, incluindo Bernardo Hey (Jovem Dionísio) e Audryn Souza. A sonoridade é uma colagem precisa: a abertura em bossa nova (“Canção de Abril”) dá lugar ao samba-rock em “Americana” (hit que já soma 200 mil streams) e a intensidade do indie rock em “Talvez”.

Um dos momentos mais singulares é “La Vita”, uma colaboração com a cantora italiana Silvia Esposito, que funde o pop da Itália com o gingado da MPB, provando que a saudade é um sentimento universal.

Um curta-metragem sobre a despedida

O aspecto visual de Estrangeira é tão importante quanto a música. Todos os sete clipes foram gravados em Curitiba e, juntos, formam um curta-metragem onde uma mala é a protagonista silenciosa. A bagagem carrega não apenas roupas, mas o peso físico e emocional das memórias que Bruna leva de um país para outro.

A artista, que já acumula mais de 400 mil seguidores, provou na première em Curitiba (com ingressos esgotados) que sua música ganha vida mesmo é nos palcos.

O que vem por aí?

O EP é apenas o primeiro ato. A faixa de encerramento, “aindatechamo.mp3”, funciona como uma nota de voz, um “gancho” emocional que prepara o terreno para o próximo projeto da artista, que focará no reencontro.

Agenda de Shows:
Para quem quer conferir a intensidade de Bruna Foss ao vivo, a artista inicia sua turnê em 15 de janeiro de 2027, na Casa Rockambole, em São Paulo, com datas no Rio de Janeiro e em Curitiba a serem divulgadas em breve.

Dica do Universo Artístico: Estrangeira é um trabalho que não se prende a nichos. Se você gosta de artistas como Rita Lee e Cássia Eller (referências assumidas da cantora) , mas também aprecia a sensibilidade do indie moderno, este EP é uma audição obrigatória. Bruna Foss chega com a maturidade de quem sabe que, mesmo após o término, a paixão e a arte que ela gerou continuam existindo.


Acompanhe as novas vozes da música brasileira e os lançamentos que conectam culturas aqui na nossa coluna de Notícias.

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