seg. set 21st, 2026

Kleber Montanheiro dirige comédia inédita sobre os excessos da vaidade



“Cansei de Ser Belo”, de Emílio Boechat, estreia em outubro no Teatro YouTube, com Fernando Pavão, Erica Montanheiro, Wilson de Santos e Marcelo Goes no elenco

Depois de três décadas dedicadas ao teatro, o multiartista Kleber Montanheiro volta aos palcos como diretor, cenógrafo e figurinista de “Cansei de Ser Belo”, comédia inédita de Emílio Boechat que transforma a vaidade em matéria-prima para o humor. O espetáculo estreia em 3 de outubro, no Teatro YouTube, na Galeria Magalu, em São Paulo, onde permanece em cartaz até 22 de novembro, com sessões às sextas e aos sábados.

A trama acompanha um galã de novela que acredita ser vítima de preconceito por ser bonito demais e toma uma decisão tão radical quanto inusitada: ficar feio para, finalmente, ser levado a sério como ator. A partir dessa premissa, a peça brinca com padrões de beleza, ego, reconhecimento e a necessidade de aprovação, explorando justamente o lado ridículo da vaidade.

Para Kleber Montanheiro, a encenação parte do humor característico do autor e aposta no exagero como ferramenta para provocar o público. “A ideia é partir desse jogo cênico da comédia, que é muito característico do Emílio, e caminhar por um lugar um pouco mais surrealista, no sentido do exagero, de criar um espelhamento da sociedade através dessa amplitude”, explica o diretor.

Com 30 anos de carreira, Kleber Montanheiro é reconhecido por sua atuação múltipla nas artes cênicas, transitando entre direção, cenografia, figurino e artes visuais, incluindo trabalhos em expografia. Em 2025, dirigiu e concebeu o musical brasileiro original “João”, indicado a Melhor Direção nos prêmios Bibi Ferreira, DID e APCA. Seu trabalho mais recente foi “Gal – O Musical”, sobre a trajetória de Gal Costa, no qual assinou a direção e o figurino.

Agora, em “Cansei de Ser Belo”, Kleber mergulha no universo da comédia para transformar uma questão aparentemente superficial — a obsessão pela beleza — em um jogo teatral de exageros, situações absurdas e reflexões sobre a sociedade.

Foto: Cleber Corrêa

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