seg. jan 26th, 2026

 Globopop: Conheça o novo app da Globo para competir com TikTok e Reels em 2026

A Vênus Vertical: O Plano da Globo para Dominar o “Scroll Infinito”
Por Redação Universo Artístico

Durante décadas, a marca do plim-plim foi a moldura definitiva da sala de estar brasileira. Mas em 2026, a maior potência de mídia do país decidiu que o “horário nobre” já não é o único palco que deseja ocupar. Em um movimento audacioso que promete ser lançado antes da Copa do Mundo, a Globo prepara o Globopop, um aplicativo de vídeos curtos projetado para disputar cada segundo de atenção com gigantes como TikTok, Reels e Kwai.

A Transição da Tela: Do Fragmento ao Ecossistema Próprio
Até então, a Globo atuava como uma fornecedora de “tintas” para as galerias alheias, alimentando redes vizinhas com cortes de suas novelas e programas. Com o Globopop, a estratégia muda: a emissora quer ser a dona da própria galeria.

A proposta é transformar a narrativa clássica na estética do instante:

  • Novelas Verticais: Seguindo o rastro de experimentos como a produção estrelada por Jade Picon, a Globo aposta em dramas pensados exclusivamente para o formato 9×16.
  • A Publicidade Transmídia: O valor de negócio reside na integração. As marcas agora poderão comprar pacotes que unem o prestígio do intervalo do Jornal Nacional à agilidade do feed do novo aplicativo.

O Mercado de R$ 133 Bilhões

A decisão da Globo é embasada em números que descrevem uma mudança cultural profunda. No Brasil, o TikTok já consome mais de 30 horas mensais da vida de cada usuário. Em um cenário onde o video digital já abocanhou  38 bilhões investidos em mídia no país em 2024, ignorar o formato curto seria como ignorar a invenção da cor no cinema. Globalmente, projeta-se que esse mercado alcance a cifra monumental de US$ 133 bilhões até 2035.

O Cruzamento dos Mundos: PineDrama vs. Globopop


Em um curioso plot twist de mercado, enquanto a Globo tenta ser “Pop”, o TikTok tenta ser “Drama”. A plataforma chinesa lançou silenciosamente o PineDrama, um app focado em microdramas de um minuto. É o encontro de duas forças: a rede social tentando capturar a densidade das séries, e a emissora de TV tentando capturar a velocidade do scroll.

No Universo Artístico da mídia, o que vemos em 2026 é a desconstrução da grade linear. A Globo está aprendendo que, na era digital, a arte de contar histórias não precisa de 200 capítulos; às vezes, ela só precisa de 60 segundos de pura intensidade vertical.

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