Residente do Distrito Federal, ator premiado integra sua terceira produção no streaming com elenco de peso, e antecipa futuros projetos
A nova série da Netflix, “EmergênciaRadioativa”, chega com grande expectativa e com novos talentos. Um deles é o ator William Costa que dará vida a Darlei na produção que é inspirada no acidente real com o Césio-137, que aconteceu em Goiânia, em 1987. A história, que chega ao streaming em 18 de março, mostra o acidente radiológico que aconteceu quando uma máquina de radioterapia foi aberta em um ferro-velho e espalhou o material radioativo pela localidade. William integra o elenco vivendo o irmão mais novo de três irmãos, vividos por Bukassa Kabengele e Alan Rocha, que interpretam Evenildo e João, respectivamente.
“Foi uma baita experiência atuar ao lado de grandes nomes como eles e fazer um personagem que fez parte dessa história trágica que precisa ser contada para que a história não se repita. Me fez ter ainda mais orgulho do meu trabalho”, conta o ator, que também contracena com Johnny Massaro, que vive o protagonista da produção, e Ana Costa, Marina Merlino e Victor Salomão, que também o núcleo familiar de Darlei.
William fez o teste para a série através do seu agente, Eduardo Benesi, quando estava um pouco afastado de grandes produções e focado mais na produção de arte local no Distrito Federal, onde vive desde 11 anos, trabalhando em uma peça de teatro e fazendo participações em shows de stand up para lançar seu próprio show solo este ano.
“As gravações foram uma experiência muito intensa. Interpretar um personagem ligado às vítimas desse acidente foi desafiador e muito transformador pra mim. Ter que interpretar alguém que tem uma história real é muito impactante. É um desafio delicado, pois precisa ter muita empatia e sensibilidade para dar vida e voz a uma história que realmente aconteceu. E apesar da série ser apenas inspirada na história real e não reproduzir de forma exata os fatos, acredito que a produção conseguiu reproduzir com muita semelhança o sentimento, e a angústia, que as vítimas e seus parentes sentiram na época da tragédia, e que sentem até hoje. Assim, percebi que o legado desse acidente sobrevive até hoje”, diz.
O intérprete de Darlei acredita que a série vai ajudar a resgatar a memória de um acidente que não é tão relembrado hoje em dia, e também colocar em pauta a falta de informação de qualidade para pessoas de uma classe econômica mais baixa. “Espero que traga luz para a importância da segurança sanitária para trabalhadores que trabalham em profissões de risco”, ressalta.
Esse é seu terceiro trabalho no streaming. O ator já participou de “Pico da Neblina”, da HBO, e de “Segunda Chamada”, da Globoplay, além de integrar a segunda temporada de “Irmandade”, também da Netflix, e o filme “Salve Geral”, feito como parte do universo da série.
“Me sinto bem por ter chegado tão longe. Ainda não me acostumei com a ideia, mas é muito bom ligar a TV e saber que tem meu rosto lá na Netflix. Estar nessa plataforma é a confirmação para mim, de que sou bom no que faço. A série vai ser vista por muita gente do país inteiro, e espero que com isso eu dê mais um passo na minha carreira em direção a um maior reconhecimento nacional e internacional do meu trabalho”, divide.
Natural de Itambacuri, Minas Gerais, William se mudou jovem para o Distrito Federal, onde vive atualmente. Sempre gostou de contar histórias, desde as brincadeiras na infância até a chegada do skate e a internet na sua vida. Em 2013, com 19 anos, começou a elaborar curtas metragens e webséries para a internet, como “Black Potter”, uma sátira de Harry Potter onde interpretou todos os personagens simultaneamente, além de escrever o roteiro e editar os vídeos, reunindo mais de 115 mil visualizações, e para participar de festivais de cinema em algumas regiões do Distrito Federal. Mas somente em 2017 descobriu que poderia atuar e dirigir suas minhas próprias produções também.
O primeiro curta que fez, “Seu Sonho Vale o seu Dia?”, foi premiado como Melhor Filme, Melhor Atuação e Melhor Roteiro no 3° Festival de Curtas IFB de 2017. Ainda em 2017, produziu o curta “Sem Sinal”, que usa a linguagem do cinema mudo para falar sobre escassez de água em um bairro periférico, por ele venceu o prêmio de Melhor Obra de Ficção pelo Júri Oficial e pelo Júri Popular do Festival Green Nation. Atuou, escreveu e editou o curta “Três”, premiado no Festival Chico como Melhor Filme Regional em 2018. No mesmo ano, ganhou os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Ator no 2° Festival de Cinema do Paranoá – Mostra Competitiva do Distrito Federal e Entorno com uma comédia sobre os atrasados do ENEM. Também protagonizou o curta “Mergulho”, escrito e dirigido por Marton Olympio, pelo qual venceu como Melhor Ator no Festival Aruanda de 2022, além de ter sido indicado na mesma categoria no Pupila Film Festival.
Agora, aos 32 anos, William alça voos maiores. Além de “Emergência Radioativa”, ele também está no elenco de “Racismo no Banco dos Reús” e “Candeeiro em Cena”, dois espetáculos que vão rodar no Distrito Federal e no Mato Grosso. No cinema, aguarda a estreia de “Boca da Noite”, “Esquema 155”, “Caôs Urbano” e “Fome”, além de trabalhar em seus projetos pessoais, como um programa humorístico de entrevista e seu show solo de stand up.
Instagram oficial https://www.instagram.com/owilliamcosta/










Crédito fotográfico: Thaís Moura e Ana Moravi

