Escritor, diretor criativo, produtor audiovisual e modelo brasileiro estreia na literatura com uma obra que mistura cinema, fotografia, performance e uma narrativa pós-apocalíptica marcada por mistério e humanidade
Vinte anos depois do colapso do mundo, a humanidade aprendeu a sobreviver entre a fome, a violência e os infectados. Mas, em “O Homem Sem Rosto”, de Felipe Carrete, o verdadeiro perigo não está apenas nos monstros que caminham entre as ruínas — está nas marcas que permanecem dentro daqueles que conseguiram sobreviver.
É nesse cenário sombrio e devastado que nasce uma das figuras mais misteriosas da narrativa.
Depois de perder tudo o que dava sentido à sua existência, um homem abandona o próprio nome e desaparece atrás de uma máscara. Com o passar dos anos, sua história se transforma em lenda.
Para alguns, ele é um assassino. Para outros, um justiceiro. Há ainda quem acredite que seja apenas um fantasma vagando entre os vivos e os mortos.
Mas nenhuma dessas versões conhece a verdade.
Mais do que uma história sobre o fim do mundo, “O Homem Sem Rosto” mergulha nos conflitos internos de um personagem que precisa enfrentar algo ainda mais difícil do que sobreviver às ruínas: sobreviver a si mesmo.
A obra percorre temas como luto, culpa, identidade, violência, memória e os limites entre o homem e o monstro, construindo uma narrativa brutal, sombria e, ao mesmo tempo, profundamente humana.
«“Não é a história de um homem se tornando um monstro. É a história de um monstro lembrando que um dia foi homem.”»

Da fotografia para a literatura
A estreia de Felipe Carrete como escritor é resultado de uma trajetória artística que começou muito antes da publicação do livro.
Atuando no mercado audiovisual desde 2014 e na fotografia desde 2018, Felipe desenvolveu projetos que transitam entre cinema, fotografia, interpretação e narrativa visual.
Sua relação com a literatura também começou de maneira singular: antes de escrever seu próprio livro, ele já fazia parte do universo literário por meio da imagem.
Felipe foi capa dos livros “Callahara” e “Callahara 2 – Depois do Casamento”, da escritora Milena Pereira. Também serviu de inspiração visual para a criação do protagonista de “Carrasco”, da autora Roberta de Souza, obra premiada pelo Ecos da Literatura, na qual Felipe também estampa a capa.
Essas experiências ajudaram a consolidar uma característica que agora chega à sua própria literatura: a capacidade de transformar personagens, atmosferas e sentimentos em imagens.

Uma história escrita como se fosse um filme
Influenciado pela linguagem dos roteiros e pela experiência na direção cinematográfica, Felipe Carrete desenvolveu uma escrita fortemente visual.
Em “O Homem Sem Rosto”, cenas, atmosfera, ritmo e emoção assumem papel fundamental, conduzindo o leitor por uma experiência que busca ultrapassar as páginas e criar imagens na imaginação.
O resultado é uma narrativa construída quase como uma produção cinematográfica — com personagens marcantes, cenários devastados, tensão e uma atmosfera que convida o leitor a entrar naquele universo.
Um personagem que nasceu antes do livro
O Homem Sem Rosto não surgiu diretamente nas páginas de um romance.
O personagem foi desenvolvido por Felipe ao longo de anos através da fotografia, do audiovisual e da interpretação, até que esse universo encontrasse na literatura uma nova forma de existir.
O livro representa, portanto, a expansão de um projeto artístico que já vinha sendo construído através de diferentes linguagens.
Fotografia, cinema, performance e literatura se encontram para dar forma a uma mesma história.





Uma estreia que reúne diferentes linguagens da arte
Com o lançamento de “O Homem Sem Rosto”, Felipe Carrete transforma sua própria trajetória artística em literatura e apresenta ao público uma obra que nasce do encontro entre diferentes formas de expressão.
Mais do que contar uma história pós-apocalíptica, o livro propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece quando tudo aquilo que conhecemos desaparece.
Porque talvez o maior desafio não seja sobreviver ao fim do mundo.
Talvez seja descobrir quem somos depois que perdemos tudo.
E, como sugere a própria obra, existe uma pergunta que permanece depois que a máscara cai:
se ela escondia o rosto… o que será que ainda restou por baixo dela?
“O Homem Sem Rosto”, de Felipe Carrete, já está disponível para venda e chega ao público como uma obra que promete levar para a literatura a força visual e cinematográfica que marcou a trajetória do artista.


