Preparem a pipoca: o megacaso entre Paramount e Skydance finalmente superou seus obstáculos judiciais. O acordo com 12 estados americanos (que temiam uma possível monopolização do setor) foi selado, e o negócio de nada menos que US$ 110 bilhões deve ser concluído nas próximas duas semanas.
O que vem por aí?
O “novo titã” do entretenimento coloca sob o mesmo guarda-chuva nomes de peso como CBS, CNN, TNT, Paramount+ e HBO Max. A união cria um ecossistema com mais de 200 milhões de assinantes, com poder de fogo suficiente para disputar o topo da cadeia alimentar do streaming diretamente com a Netflix.
O preço da aprovação
Nem tudo foi um mar de rosas. Para contornar as críticas sobre concorrência e evitar o travamento do negócio, a empresa cedeu a algumas exigências:
- Investimento local: O gasto com produção nos EUA saltará para US$ 300 milhões anuais (atualmente, apenas 5% da produção de filmes do grupo é feita em solo americano).
- Compromisso com o cinema: A empresa se comprometeu a lançar 30 filmes nas telonas nos primeiros dois anos, incluindo espaço para produções independentes.
Impacto no Brasil
Por aqui, o caminho já estava livre: o Cade deu o sinal verde em julho. A fusão concentra marcas gigantes como Nickelodeon e Discovery Channel, mas o detalhe que salta aos olhos dos brasileiros é a concentração de direitos esportivos. O grupo passa a ser dono de transmissões fundamentais, como a Libertadores, a Sul-Americana e o Campeonato Paulista.
A conta chegou cedo
O adiamento imposto pela disputa judicial estava saindo uma fortuna. A Paramount aceitou pagar uma taxa adicional de US 0,25 por ação aos acionistas da Warner a cada trimestre de espera. Esse “atraso” custou ao todo cerca de US 650 milhões por trimestre.
Dito isso, a pressa em fechar o negócio não é apenas estratégica; é uma necessidade financeira urgente. Agora, resta saber como o mercado vai reagir à consolidação dessa nova gigante.
Fique por dentro das movimentações que sacodem o mercado global aqui na coluna Universo Empresarial.

