O ator, autor, diretor e professor André Arteche é o convidado do novo episódio do podcast Ser Artista, apresentado por Marcus Montenegro. Durante a conversa, o artista relembra momentos marcantes da carreira, fala sobre sua evolução profissional e destaca a parceria construída com o apresentador, com quem assina o livro Arte On.
A sintonia entre os dois ultrapassa o estúdio do podcast. André Arteche e Marcus Montenegro se preparam para lançar o livro Arte On, que reúne reflexões e experiências sobre a formação e a trajetória artística. A primeira noite de autógrafos acontece no dia 20 de julho, na Livraria da Travessa, no Leblon, no Rio de Janeiro. Na sequência, a obra será lançada em São Paulo, no dia 30 de julho, na Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista.
Conhecido nacionalmente por interpretar o indiano Indra na novela Caminho das Índias, de Glória Perez, André conta que ampliar sua atuação para a escrita, direção e produção transformou também sua forma de atuar.
“Eu era um ator um pouco ansioso. Quando comecei a escrever, dirigir, realizar e produzir, esse peso do ‘tem que dar certo’ diminuiu. Fiquei um ator com uma escuta muito mais aberta.”
Outro momento emocionante da entrevista é quando relembra o encontro com Ariano Suassuna, após o escritor ler um de seus textos e convidá-lo para uma conversa em Recife.
“Um momento muito especial da minha vida foi quando Ariano Suassuna leu um texto meu e me chamou para conversar na casa dele. Ao final de muito aprendizado, ele autografou para mim A Pedra do Reino: ‘Para o meu amigo André Arteche, um abraço de boas-vindas ao Reino da literatura do seu velho companheiro de teatro e poesia, Ariano Suassuna.’”
Durante o bate-papo, André também faz questão de enaltecer a parceria profissional com Marcus Montenegro.
“A nossa experiência de parceria é muito enriquecedora nesse mundo acadêmico. Você é um cara que tem muito conhecimento. As coisas não são da sua cabeça, e sim da sua prática, e eu aprendo muito ao seu lado. Essa parceria de você fazer a mentoria e eu a direção artística é o que realmente o ator precisa.”
Ao refletir sobre sua trajetória, o artista resume a filosofia que guia sua carreira.
“Eu desenvolvi uma frase muito interessante: a natureza não dá saltos. Acho que sou um exemplo vivo disso. Comigo as coisas acontecem passo a passo. Sempre fui construindo e não tenho pressa para chegar aos 100 anos construindo.”


