qua. fev 18th, 2026

Da roda à resistência: Capoeira da Monsuaba é homenageada com prêmio “Gente que Transforma” em Angra dos Reis



A Praça da Monsuaba, no bairro Monsuaba, em Angra dos Reis, foi tomada pela força da cultura popular na noite desta terça-feira de Carnaval (17). O espaço público recebeu a roda promovida pela Associação Congo de Capoeira CT Monsuaba – “Medo de Nada, Só Amor”, reunindo cerca de 40 pessoas em uma celebração de resistência, ancestralidade e valorização das tradições afro-brasileiras.

Conduzido por Leonardo de Souza (Majestoso Azeitona), o encontro apresentou ao público uma programação com roda de capoeira, samba de roda e maculelê, fortalecendo o vínculo comunitário e a identidade cultural da Monsuaba. Crianças, adolescentes, jovens e moradores participaram ativamente das atividades, transformando a praça em um verdadeiro palco de expressão popular.

Durante o evento, o grupo foi homenageado pelo coletivo “Somos os Crias”, que entregou à associação a placa “Gente que Transforma”, um reconhecimento pelo impacto social e cultural do projeto na comunidade. A homenagem evidencia o papel da capoeira como ferramenta de inclusão, disciplina e formação cidadã.

Atuando há cinco anos no território, a Associação Congo de Capoeira CT Monsuaba vem se consolidando como um importante agente de transformação social, oferecendo alternativas positivas para a juventude e fortalecendo o sentimento de pertencimento comunitário.

Depoimentos que refletem transformação

Para o mestre Leonardo de Souza, conhecido como Majestoso Azeitona, a capoeira é continuidade e missão:

“Tudo que eu sou dentro da capoeira vem dos ensinamentos do meu mestre Renato. Seguimos esse legado com amor, disciplina e responsabilidade social.”

A jovem Kharen Rawany, 15 anos, mãe e integrante do grupo, destaca a mudança pessoal que viveu:

“A capoeira me ensinou a me valorizar e a acreditar que posso ser uma mãe melhor a cada dia.”

Já Karolayne Costa, 16 anos, vê na capoeira uma proteção para a juventude local:

“A capoeira é proteção e esperança para nós jovens da comunidade.”

Para Henrique Brandão, 17 anos, a definição é afetiva e profunda:

“Pra mim a capoeira é Mãe, porque é nela que eu encontro acolhimento, direção e um caminho longe do erro.”

O pequeno Nicholas Pierre, 11 anos, resume o aprendizado com simplicidade e compromisso:

“Na capoeira eu aprendi a ter compromisso e que com treino e foco a gente consegue evoluir.”


A noite na Monsuaba reforça a importância de iniciativas culturais comunitárias em espaços públicos, promovendo acesso à arte, preservação de saberes tradicionais e construção de oportunidades para crianças e jovens. A roda de capoeira mostrou, mais uma vez, que cultura é resistência, educação e transformação social.

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *