A Praça da Monsuaba, no bairro Monsuaba, em Angra dos Reis, foi tomada pela força da cultura popular na noite desta terça-feira de Carnaval (17). O espaço público recebeu a roda promovida pela Associação Congo de Capoeira CT Monsuaba – “Medo de Nada, Só Amor”, reunindo cerca de 40 pessoas em uma celebração de resistência, ancestralidade e valorização das tradições afro-brasileiras.
Conduzido por Leonardo de Souza (Majestoso Azeitona), o encontro apresentou ao público uma programação com roda de capoeira, samba de roda e maculelê, fortalecendo o vínculo comunitário e a identidade cultural da Monsuaba. Crianças, adolescentes, jovens e moradores participaram ativamente das atividades, transformando a praça em um verdadeiro palco de expressão popular.
Durante o evento, o grupo foi homenageado pelo coletivo “Somos os Crias”, que entregou à associação a placa “Gente que Transforma”, um reconhecimento pelo impacto social e cultural do projeto na comunidade. A homenagem evidencia o papel da capoeira como ferramenta de inclusão, disciplina e formação cidadã.
Atuando há cinco anos no território, a Associação Congo de Capoeira CT Monsuaba vem se consolidando como um importante agente de transformação social, oferecendo alternativas positivas para a juventude e fortalecendo o sentimento de pertencimento comunitário.
Depoimentos que refletem transformação
Para o mestre Leonardo de Souza, conhecido como Majestoso Azeitona, a capoeira é continuidade e missão:
“Tudo que eu sou dentro da capoeira vem dos ensinamentos do meu mestre Renato. Seguimos esse legado com amor, disciplina e responsabilidade social.”
A jovem Kharen Rawany, 15 anos, mãe e integrante do grupo, destaca a mudança pessoal que viveu:
“A capoeira me ensinou a me valorizar e a acreditar que posso ser uma mãe melhor a cada dia.”
Já Karolayne Costa, 16 anos, vê na capoeira uma proteção para a juventude local:
“A capoeira é proteção e esperança para nós jovens da comunidade.”
Para Henrique Brandão, 17 anos, a definição é afetiva e profunda:
“Pra mim a capoeira é Mãe, porque é nela que eu encontro acolhimento, direção e um caminho longe do erro.”
O pequeno Nicholas Pierre, 11 anos, resume o aprendizado com simplicidade e compromisso:
“Na capoeira eu aprendi a ter compromisso e que com treino e foco a gente consegue evoluir.”
A noite na Monsuaba reforça a importância de iniciativas culturais comunitárias em espaços públicos, promovendo acesso à arte, preservação de saberes tradicionais e construção de oportunidades para crianças e jovens. A roda de capoeira mostrou, mais uma vez, que cultura é resistência, educação e transformação social.


