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Do tapete vermelho para a sala de reuniões: Celebridades assumem o comando das próprias marcas

NEGÓCIOS & BEAUTY

Lady Gaga assume como CEO e Jennifer Lawrence lança linha própria, consolidando uma mudança de rota em Hollywood: os astros querem ser os donos do negócio, não apenas o rosto da campanha.

O mercado de beleza global está presenciando uma virada estratégica. Celebridades que, no passado, limitavam sua atuação a contratos de licenciamento e publicidade tradicional, estão assumindo o controle operacional de seus próprios impérios. O exemplo mais recente vem de Lady Gaga, que assumiu oficialmente o cargo de CEO da Haus Labs, e de Jennifer Lawrence, que acaba de estrear no segmento de haircare com a marca MĒS.

Mais que um rosto: Gestão e visão comercial

A diferença entre o modelo antigo e o atual é brutal. Na Haus Labs, Lady Gaga não é apenas a embaixadora; ela agora responde pela gestão comercial, direção criativa e pelo desenvolvimento técnico dos produtos. A marca, que ganhou escala global após sua entrada estratégica na Sephora em 2022, provou que a transição de artista para executiva é um caminho viável quando há visão de mercado.

Já a entrada de Jennifer Lawrence com a MĒS reflete outra tendência: a busca por nichos de “simplificação”. Com apenas três produtos multifuncionais, a atriz aposta em uma curadoria enxuta, focada na praticidade, fugindo da saturação de itens que muitas outras linhas de beleza propõem.

O “Efeito Boca Rosa” no Brasil

O movimento reflete o que vemos consolidado no Brasil há alguns anos. Nomes como Bianca Andrade (Boca Rosa Beauty), Virgínia (WePink) e Jade Picon (Aura Beauty) mostraram que o público brasileiro é um dos mais qualificados e receptivos para o modelo de marca própria.

Para essas celebridades, a conta é simples:

  • Publicidade: Receita limitada, dependente da agenda e do volume de contratos.
  • Marca Própria: Possibilidade de faturar múltiplos dígitos, escalar o negócio, gerir margens e, no longo prazo, construir um ativo que pode ser vendido ou fundido a grandes conglomerados.

Por que os números justificam a aposta

O setor de beleza é uma máquina de fazer dinheiro, e o Brasil joga na primeira divisão desse mercado. Somos o terceiro maior mercado do planeta em vendas de produtos de beleza. Globalmente, o setor caminha para atingir a marca de US$ 100 bilhões de faturamento este ano.

Para uma celebridade, o custo de aquisição de cliente (CAC) é quase zero no lançamento; basta um post para uma base de milhões de seguidores. Se o produto tiver qualidade e a gestão for profissional, a empresa nasce com um market share que marcas tradicionais levam décadas para conquistar.

O veredito: Estamos vendo o fim da era das “publis” superficiais? Talvez não. Mas estamos assistindo à ascensão da “Celebridade-CEO”. O mercado de beleza tornou-se o campo de provas definitivo: quem consegue entregar um produto real, além de um rostinho bonito, entra para o jogo dos grandes negócios.


Fique por dentro das estratégias de gestão e das tendências de mercado que transformam celebridades em bilionários aqui na coluna Universo Empresarial.

Imagem: Haus Labs

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