sex. jun 5th, 2026

Eri Johnson fala sobre sua marca registrada, os limites do humor e a valorização do público 60+ no podcast Ser Artista



O ator e comediante Eri Johnson é o convidado desta semana da nova temporada do podcast Ser Artista, apresentado por seu empresário, Marcus Montenegro. O episódio já está disponível no canal Ser Artista, no YouTube.

Atualmente em cartaz no Rio de Janeiro com a peça “Das Seis às Sete”, em temporada às segundas-feiras de junho no Teatro dos Quatro, Eri relembrou momentos marcantes de sua trajetória artística, falou sobre a famosa pinta que se tornou sua marca registrada, refletiu sobre o respeito na comédia e destacou a importância de criar conteúdos voltados ao público 60+.

Durante a entrevista, o ator contou que foi o diretor Carlos Manga quem o apresentou ao público como “o ator da pinta”, característica que acabou se tornando um diferencial importante em sua carreira.

“Desde que o Carlos Manga se referiu a mim como o ator da pinta, percebi que aquilo poderia ser a cereja do bolo. As pessoas podiam até não saber meu nome, mas sabiam quem era o ator da pinta”, relembra.

Segundo Eri, a expressão foi fundamental para seu reconhecimento nacional.

“A pinta passou a ser, por muitos anos, a referência daquele ator da pinta. Hoje as pessoas conhecem o Eri Johnson, mas naquela época isso foi fundamental para eu ser reconhecido nacionalmente, principalmente através das novelas.”

Ao falar sobre humor, o artista destacou que não é necessário exagerar para fazer o público rir. Para ele, grandes nomes da comédia ensinaram que o respeito deve estar sempre presente.

“O Chico Anysio é uma referência para mim porque fazia comédia de maneira séria. Eu achava aquilo uma loucura e, ao mesmo tempo, extremamente impressionante.”

Eri também revelou o desejo de desenvolver um projeto voltado especialmente para o público acima dos 60 anos, faixa etária que, segundo ele, está entre as que mais consomem cultura e entretenimento no Brasil.

“Eu pretendo realizar um programa de televisão que tenha pessoas 60+ em todos os espaços: na plateia, na banda, na bancada, apresentando, participando. Porque quem tem mais de 60 anos tem vida, tem história e tem muito a contribuir.”

Ao longo da conversa, o ator ainda ressaltou a importância de o artista ser versátil e transitar por diferentes áreas da comunicação e do entretenimento.

“O artista precisa ser múltiplo. Um pouco ator, um pouco apresentador, um pouco comediante. Mas, acima de tudo, precisa ter respeito. Eu imito muitas pessoas e nunca ouvi dizer que desrespeitei alguém.”

O episódio completo já pode ser assistido no canal Ser Artista, no YouTube.

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