Procedimento preserva a fertilidade e acompanha mudanças no planejamento de vida feminino
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O debate sobre autonomia feminina e liberdade de escolha ganha ainda mais relevância, incluindo o direito de decidir quando se tornar mãe. O planejamento familiar envolve essa decisão consciente sobre o momento ideal para ter um filho, alinhando desejos pessoais, carreira e qualidade de vida.
Se, por um lado, os métodos contraceptivos ajudam a evitar uma gravidez indesejada, por outro, preservar a fertilidade tornou-se uma estratégia importante para mulheres que desejam engravidar no futuro, especialmente diante das transformações sociais e profissionais das últimas décadas.
O congelamento de óvulos surge como uma alternativa eficaz para preservar o potencial reprodutivo feminino. A técnica permite que a mulher mantenha seus óvulos armazenados em uma fase de maior qualidade, aumentando as chances de uma gestação futura, mesmo em idades mais avançadas. O procedimento é frequentemente comparado a uma forma de planejamento a longo prazo, semelhante a um investimento no próprio projeto de vida.
“As mulheres jovens muitas vezes subestimam o impacto da infertilidade. Se tivessem mais informação sobre as dificuldades que podem surgir com o avanço da idade e a queda da qualidade dos óvulos, provavelmente considerariam o congelamento mais cedo”, explica o ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Mãe, Dr. Alfonso Massaguer.
O congelamento de óvulos pode ser indicado em diversas situações, como antes de tratamentos que possam comprometer a fertilidade, incluindo quimioterapia ou cirurgias ovarianas. No entanto, a principal indicação é para mulheres que optam por adiar a maternidade por razões pessoais, profissionais ou financeiras. A partir dos 35 anos, ocorre uma redução significativa tanto na quantidade quanto na qualidade dos óvulos, o que pode dificultar a gravidez natural.
Por esse motivo, especialistas recomendam que mulheres a partir dos 30 anos realizem um check-up de fertilidade. “Avaliar a reserva ovariana precocemente permite identificar possíveis riscos e discutir alternativas, como o congelamento de óvulos, garantindo mais autonomia e tranquilidade no planejamento reprodutivo”, acrescenta o Dr. Alfonso Massaguer.
Além disso, mulheres com histórico familiar de menopausa precoce devem ter atenção redobrada, pois podem apresentar uma redução antecipada da função ovariana. Nesses casos, o acompanhamento médico é essencial para orientar decisões e preservar as chances de uma gestação futura.


