Do subúrbio carioca às montanhas de Minas: A Nave de Prata celebra o Clube da Esquina
MPB E CULTURA
Com duas décadas de estrada, a banda celebra a influência da música mineira em um espetáculo afetivo que chega à Tijuca no dia 31 de outubro.
A Nave de Prata não é apenas uma banda; é um projeto que nasceu de uma ponte geográfica e sentimental. Formada na Penha, Zona Norte do Rio, por jovens músicos fascinados pela sofisticação harmônica das montanhas de Minas Gerais, o grupo celebra agora 21 anos de trajetória com um espetáculo que é, acima de tudo, um agradecimento: “Nave de Prata canta Clube da Esquina e Minas”.
O show chega ao Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, no dia 31 de outubro, prometendo transportar o público para aquele universo onde o rock, a MPB e o folk se encontram sob o céu das Gerais.
Uma identidade construída na troca
O nome da banda já entrega o DNA: “Nave de Prata” vem de uma composição de Barão Vermelho e Márcio Borges, imortalizada pelo 14 Bis. Ao longo de duas décadas, o que começou como uma simples admiração transformou-se em uma linguagem própria. O grupo, liderado pelo vocalista Igor Sebastian, não se contenta em apenas reproduzir os arranjos; eles buscam o ponto de equilíbrio onde a poesia mineira encontra a pulsação suburbana carioca.
Repertório: Um mergulho na memória afetiva
Se você busca uma tarde para cantar do início ao fim, este é o espetáculo. O repertório é um desfile de hinos que moldaram a alma da música brasileira. Prepare-se para se emocionar com:
- Os hinos: “O Trem Azul”, “Caçador de Mim”, “Amor de Índio” e “Paisagem da Janela”.
- As harmonias de gênio: “Clube da Esquina nº 2”, “Para Lennon e McCartney”, “Paula e Bebeto” e “Planeta Sonho”.
- A emoção: “Maria Maria” e “Bola de Meia, Bola de Gude”.
Por que assistir?
A Nave de Prata apresenta uma proposta rara: a de uma banda que amadureceu junto com a música que toca. Ao longo desses 21 anos, os músicos integraram as harmonias sofisticadas do Clube da Esquina ao seu próprio cotidiano. O resultado é um show que soa íntimo, como uma conversa entre amigos, mas que possui a grandiosidade técnica que as composições de Milton Nascimento, Lô Borges e Flávio Venturini exigem.
Serviço: Ocupe o seu lugar na Nave
- Data: 31 de outubro (sábado).
- Horário: 17h.
- Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola (Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca, RJ).
Dica do Universo Artístico: O Centro da Música Carioca Artur da Távola é um dos espaços mais charmosos e acolhedores da Tijuca. É o lugar perfeito para uma tarde de sábado que une o conforto de uma excelente acústica a um repertório que atravessa gerações. Leve seus pais, seus filhos e quem mais aprecia a beleza da música brasileira bem tocada; a emoção é garantida.
Fique por dentro dos encontros musicais e da agenda cultural do Rio de Janeiro aqui na nossa coluna Shows e Eventos.






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