qui. set 17th, 2026

Marcus Montenegro celebra 100 episódios de podcast, homenagem na Câmara do Rio e nova temporada do curso Ser Artista


Agente artístico e criador do projeto Ser Artista será homenageado com a Medalha Pedro Ernesto e comemora nova fase dedicada à formação e à valorização da profissão

Marcus Montenegro vive um momento especial na trajetória dedicada à arte e à formação de artistas. À frente do projeto Ser Artista, que reúne diferentes iniciativas voltadas ao universo artístico, o agente celebra três acontecimentos importantes: o reconhecimento pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a nova temporada do curso Ser Artista, realizado pela Casa das Artes de Laranjeiras, e a marca de 100 episódios do podcast Marcus Montenegro em Ser Artista.

No dia 25 de setembro, às 14h, Montenegro receberá o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto, no Salão Nobre do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio. A homenagem acontece por iniciativa das vereadoras Tatiana Roque e Joyce Trindade e reconhece o trabalho desenvolvido por meio do projeto Ser Artista.

A premiação chega em um momento em que Montenegro amplia justamente uma das frentes que considera fundamentais em sua trajetória: a formação de novos profissionais. Em parceria com André Arteche, ele prepara uma nova temporada do Curso Ser Artista, na Casa das Artes de Laranjeiras, com aulas entre 6 de outubro de 2026 e 20 de abril de 2027.

A proposta reforça uma visão que acompanha o trabalho de Montenegro há anos: a de que ser artista vai muito além do talento e envolve preparação, consciência, conhecimento e disposição para compreender o próprio ofício.

Esse olhar também está presente no podcast Marcus Montenegro em Ser Artista, que chega ao seu 100º episódio com uma convidada especial: a atriz e diretora Leona Cavalli. Em uma conversa que percorre arte, carreira, autoconhecimento e os desafios da profissão, Leona fala sobre algumas das experiências que transformaram sua maneira de atuar.

“O autoconhecimento do ator é muito importante”, afirma a atriz.

Ao relembrar sua experiência interpretando no teatro a vida de Cacilda Becker, uma das maiores referências da dramaturgia brasileira, Leona conta que o processo também proporcionou uma nova consciência corporal. Dirigida por uma bailarina de grande renome, ela passou a trabalhar não apenas músculos e movimentos, mas também o “osso”, o ritmo e a percepção do corpo em cena.

A atriz também destaca uma transformação provocada pela televisão em sua relação com a interpretação.

“Com a televisão eu aprendi a ter mais prazer com coisas do cotidiano e isso foi uma libertação”, revela.

Durante a conversa, Montenegro ressalta justamente a versatilidade da atriz, lembrando que Leona transita do clássico à comédia com a mesma eficiência e prazer. O diálogo também aborda um tema delicado dentro da própria classe artística: os preconceitos existentes entre profissionais e o impacto que eles podem provocar na trajetória de atores.

Para Leona, enfrentar esses julgamentos é também uma possibilidade de transformação.

“É no salto da pedra do preconceito que está a grande libertação da arte. A renovação.”

Em outro momento, ela amplia a reflexão sobre o papel da arte e do próprio ator diante da condição humana:

“A arte cura através do amor, por todas as faces da condição humana. Mas, para atuar, é preciso estar pronto a interpretar qualquer pessoa publicamente e sem julgamento.”

A relação da atriz com o universo criado por Montenegro também ganha espaço na conversa. Leona relembra o privilégio de ter interpretado, no palco, algumas das grandes damas do teatro e da televisão brasileira no espetáculo Ser Artista. Segundo ela, aceitar representar essas mulheres foi motivado pela admiração por cada uma delas, por já ter trabalhado com algumas e também pelo amor de Montenegro por essas personalidades e pela história da televisão brasileira.

“O espetáculo me tocou profundamente. Eu ainda tive o prazer de ser dirigida pela Beth Goulart e dividir o palco com Anderson Müller.”

A participação de Leona no centésimo episódio resume, de certa forma, a proposta do podcast: colocar em primeiro plano histórias, experiências e pensamentos de profissionais que ajudam a construir a arte brasileira.

Entre a homenagem institucional, a continuidade do trabalho de formação e a celebração dos 100 episódios do podcast, Marcus Montenegro consolida uma atuação que vai além da representação de artistas. O projeto Ser Artista passa a ocupar também o espaço da formação, da memória e da reflexão sobre o próprio fazer artístico.

E acho que essa última frase é importante, porque dá um fechamento editorial para a matéria e tira o texto do simples “Marcus tem três novidades”. Ele passa a ser apresentado como alguém que está construindo um ecossistema em torno do artista: formação + memória + conversa + valorização profissional.

Eu também gosto muito de o 100º episódio com Leona entrar no meio da matéria, e não como um terceiro anúncio no final. As falas dela são boas o suficiente para funcionar como conteúdo jornalístico e dão muito mais interesse ao texto.

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